Um blogue onde o sol realmente shines e onde o rainbow dá uma espreitadela

19 de janeiro de 2011

Father and Son

Lembro-me bem de ouvir esta música quando ainda era uma pequena adolescente. Foi o meu pai que me "apresentou" o Cat Stevens e ainda hoje tenho algumas músicas gravadas para ouvir no carro.

A relação de pais e filhos é de facto inexplicável. Porque quando se têm bons pais e bons filhos, é um amor que não se descreve por palavras. Descreve-se por pequenas coisas do quotidiano. E por mais que cresçamos, há sempre um ninho ao qual havemos sempre de regressar. Mesmo sem sabermos, mesmo inconscientemente, a necessidade do ninho está lá, escondida, e pronta a despontar quando o dia corre menos bem ou quando o ninho nos "foge das mãos". Lembro-me que quando tive um dos meus primeiros ataques de ansiedade, o meu pai foi ter comigo e assim que chegou e colocou a mão no meu ombro PUF desceu uma calma em mim que foi uma coisa surpreendente. Em relação à mummy, cuidou sempre tão bem de mim e da nossa família, que hoje tenho um sentimento de super protecção em relação a ela. Acho que sou filha galinha, mesmo que à distância e mesmo que nem sempre demonstrando a falta que me faz, mas isso é porque não gosto de ser piegas =)

Aqui fica a minha música preferida do gato Stevens:

18 de dezembro de 2010

O tempo passa...

Tenho alguma dificuldade em sentir-me adulta. Juro. Não é que perca muito tempo a pensar nisso, ou que queira andar por aí aos pinotes como se fosse uma criança. Nada disso. Mas a verdade é que quando temos aquelas "reuniões" de amigos que costumam ser para manter a tradição, e depois verificamos que a tradição já não é o que era, eu ponho-me a pensar nisso.
O grupo vai ficando mais pequeno, somos mais criteriosos na escolha do restaurante, não passamos a gritar em vez de falar ao fim de dois copos de sangria (embora a sangria se mantenha). E por tudo isto eu penso: estamos a ficar adultos. E isso remoi-me (esta palavra existe?). Vejo o tempo a passar e com o tempo lá se vai a juventude, lá se vai a paciência para aturarmos os outros e cá vêm as responsabilidades, muitas responsabilidades, cada vez mais responsablidades!
Não é que não goste do presente, mas teimo em não deixar fugir este estúpido saudosismo tipicamente português... E teimo em querer que as noites do passado se repitam no presente e no futuro e, vendo que se reproduzem cada vez menos, fico assustada...porque a juventude está a fugir! Pode parecer ridículo dizer isto com 24 anos, mas oh filhos de Deus, eu sou mesmo assim.
Pronto, agora vou jantar =)

N. e T., como sempre, senti a vossa falta. Muito!

23 de agosto de 2010

16 de agosto de 2010

Summer times

Este Domingo fui conhecer a praia da Comporta e....só posso dizer que descobri um pequeno paraíso na Terra! A água cristalina, o areal a perder de vista, tudo muito arranjadinho, o Comporta Café com música cubana ao vivo...

Ai, ai....



Sim Natacha, eu levo-te lá =)

Minhas!!!!!!!

5 de agosto de 2010

Portugal é pequeno mas...

Nestas noites de Verão fico com umas saudades de te ter por cá...


30 de julho de 2010

"Não deixem nada por fazer"

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=216491

Quando acordamos e vemos uma mensagem no telemóvel que diz "António Feio faleceu esta noite..." temos vontade de dar meia volta, adormecer e voltar a acordar sem qualquer alerta de mensagem no visor.
Mas infelizmente não foi isso que aconteceu. E, apesar de ter dado meia volta para adormecer por mais uns minutos, não dormi. E não voltei a acordar. E o António Feio tinha mesmo falecido.
Às vezes os actores têm aquele poder de nos seduzir com as suas personagens e depois nos desiludir enquanto pessoas. Mas com ele não era assim. Ou, pelo menos, quero acreditar que não.
A única vez que estive perto do António Feio, que partilhei o mesmo espaço, a mesma caminhada, foi numa noite maravilhosa em que a Nicolete entrevistou o Paulo de Carvalho (ou será que fui eu? Foi tão boa a conversa que já não sei...).
E foi uma noite maravilhosa porque adorámos ver o espectáculo dos Sheiks, no Teatro S Luiz, e o Paulo de Carvalho é um amor de pessoa. O Feio estava lá e ele era assim uma pessoa que transmitia uma boa energia, super discreto mas com aquele ar simpático e bonacheirão. No fim da entrevista, saímos todos juntos do teatro e a Nicola até teve direito a piscadela de olho =)
Adiante...o facto de António Feio estar sempre tão positivo nas entrevistas e aparições públicas fez com que eu nem sequer pusesse a hipótese da sua morte. 
Infelizmente, enganei-me. 
António, o Homem que era Feio no nome e Bonito no ser, juntou-se ao Raúl, ao Henrique, ao Armando...mas muio mais cedo do que era suposto.